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Sindicatos de servidores e Governo não entram em acordo e saúde estadual enfrenta ameaça de greve

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social (CSPAS) da Assembleia Legislativa, realizou reunião extraordinária na manhã desta quarta-feira (04), no plenarinho 02, com as presenças dos deputados Adailton Furia (PSD), presidente, Dr. Neidson (PMN), Adelino Follador (DEM), Chiquinho da Emater (PSB), Cassia Muleta (Podemos) e Luizinho Goebel (PV). Novamente em pauta esteve a discussão de melhorias salariais e de condições de trabalho para os profissionais da área da saúde do Estado.

O secretário estadual de Saúde (Sesau), Fernando Máximo, o secretário de Finanças (Sefin), Luiz Fernando, o chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, o secretário de Planejamento e Orçamento (Sepog), Pedro Pimentel, além de assessores.

A categoria pede a correção das perdas salariais da ordem de 32% e a implantação efetiva do Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCR) da categoria, além da revisão de auxílios como a insalubridade, transporte e saúde.

"Estamos aproximando Governo e os servidores, em busca de uma solução, de uma saída para o impasse. Os servidores precisam ser atendidos, mas o Governo alega ter dificuldade em atendê-los", disse o deputado Furia.

Servidores
Jeová Gomes, do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde), afirmou que "nós chegamos aqui, por causa do descaso do Governo com a saúde. A Comissão de Saúde sempre nos recebeu muito bem, como toda a Assembleia Legislativa, dando espaço para que pudéssemos apresentar as nossas demandas".

"O Governo deveria estar se manifestando na revisão salarial dos servidores, mas mandou a mensagem do Orçamento e não fez referência alguma à correção salarial dos servidores. Tá na hora desta Casa também dizer não para esse orçamento. Se exige tanto da saúde e não se valoriza os profissionais. É uma indignação de toda a classe e peço que não se vote o orçamento, se não contemplar os servidores da saúde".

Ele pontuou ainda que "os servidores da saúde enfrentam muitas doenças, pelas más condições de trabalho, pelos baixos salários, endividamento e estresse elevado, por lidarem com reclamações e ameaças de pacientes, que cobram um melhor atendimento e quem está na ponta é quem sofre. Sequer as diárias estão sendo pagas, quando os servidores precisam se deslocar para conduzir o paciente".

Segundo o servidor, "estamos há 15 anos sem atualização do nosso PCCR, o que tem achatado ainda mais os salários de todas as categorias da saúde. Nossa intenção era paralisar a partir desta quinta-feira (05), mas a pedido dos deputados, estamos aqui com os representantes do Governo para tentar uma solução, pois caso contrário, iremos deflagrar uma paralisação".

Jeová Gomes afirmou que "não deixamos de atender ninguém, dá uma olhada para nós. Pedimos que encaminhe a proposta de remanejar mais de R$ 200 milhões, que foi para a Sepog, para a Saúde, para garantir nosso PCCR. Ou saímos com algo concreto ou saímos daqui e vamos para a rua. Não suportamos mais".

A presidente do Sindicato dos Médicos, Flávia Lenzi, acrescentou que "nunca antes houve uma reunião de todos os sindicatos, de todas as funções na saúde, que reforça ainda mais a nossa luta. Todos os sindicatos estão prontos para deflagrar uma paralisação e defendemos que não seja aprovado o orçamento de 2019, enquanto não houver a inclusão da revisão do nosso PCCR".

Charles Alves, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, disse que "enquanto estamos fazendo de tudo para manter a saúde funcionando, o Governo nos ignora. O PCCR vinha sendo trabalhado na gestão anterior, mas foi retirado da pauta. A gente pede que seja definido uma progressão, um realinhamento. Sequer o índice inflacionário está sendo corrigido. Gostaria que nos fosse apresentado algo real, para o servidor que está no seu limite. E falo não apenas em condições financeiras, mas em condições humanas de trabalho".

Ele completou que "estamos todos de prontidão. Pode estourar sim uma greve e o servidor está saturado de ser ignorado e não aceita mais ser maltratado".

A presidente do Sintraer, Mirtes Feitosa de Souza, defendeu as categorias administrativas e os demais servidores da área da saúde, que na opinião dela, "estão ganhando baixos salários e tendo uma carga pesada de trabalho. Não tem como falar para as categorias que, no ano que vem, não terão nada de melhorias. E essa Mesa Permanente de Negociação (Menp), é uma mesa de enrolação que não respeita os servidores".

Célia Campos, presidente do Sindsaúde, destacou que a categoria defende a efetivação do PCCR, progressão automática que hoje precisa ser brigado para conseguir. Menp já recebeu, em junho, a nossa reivindicação, pedimos isonomia de auxílio alimentação com a Seduc, pedimos aumento da insalubridade e nenhuma resposta. O mais triste é ver os colegas indo para a aposentadoria com um salário irrisório".

"Agradecer pela mobilização dos deputados e pela vinda dos membros do Governo para esta reunião. A dificuldade de acesso aos serviços de saúde é a grande questão no país todo. E como vai oferecer serviços de qualidade, sem os profissionais sendo valorizados? Estamos apresentando o pedido de melhorias no PCCR. Se sairmos daqui sem nenhuma proposta e formos em qualquer unidade de saúde, a categoria vai cruzar os braços", garantiu.

Segundo ela, "hoje não tem mais como aceitar a defasagem salarial e a falta de condições de trabalho. O Governo mesmo diz que a economia de Rondônia vai bem, que está economizando, que tem dinheiro em caixa e o servidor da saúde sendo maltratado".

A representante do Sindicato dos Farmacêuticos e Bioquímicos de Rondônia (Sinfar/RO), Lérida Maria dos Santos Vieira, acrescentou que "estamos há 16 anos sem revisão do PCCR, que deveria ser feita a cada três anos, como prevê a lei. Ou resolve a questão do PCCR ou a população vai enfrentar o final de ano com greve na saúde. O Governo anunciou que economizou R$ 200 milhões. Os servidores querem esse recurso para correção salarial", observou.

Raimundo Nonato, do Conselho Estadual de Saúde, afirmou que "a saúde não está boa, se houver uma paralisação dos servidores, vai piorar muito. A responsabilidade está nas mãos do Governo, para evitar um caos. Se o Executivo não apontar uma saída e os servidores ingressarem em greve, nós vamos entender. É o mínimo que o Governo pode fazer".

Governo
O titular da Sesau disse que vai buscar medidas administrativas para acelerar o pagamento das diárias, para quem se deslocar para acompanhar pacientes.

"Logo ao assumir, conversei com o governador Marcos Rocha (PSL) e mostrei as necessidades de apoio aos servidores. Mas, assumimos R$ 120 milhões em dívidas. Temos uma necessidade de R$ 180 milhões para construir o novo pronto socorro. Tivemos o desafio de zerar filas de cirurgias e a maternidade do HB precisa ser ampliada. Para atualizar isso tudo precisaríamos de mais de meio milhão de reais", destacou.

De acordo com Máximo, "quando a gente assume com tantos desafios, com tantas dívidas, torna-se uma situação ainda maior. Economizamos e começamos a pagar insalubridade e outras situações pendentes. Não resolvemos tudo de uma vez, mas estamos avançando".

Luizinho Goebel questionou sobre a possibilidade de mudanças no orçamento. Em resposta, o secretário da Sepog disse que a peça orçamentária foi trabalhada ao longo do ano, que não é simples de ser alterada. "Com relação a esse valor de R$ 200 milhões que foi ventilado aqui como orçamento da Sepog, quero registrar que temos nesse valor reservas de contingências. E essa economia foi feita para cumprir o teto dos gastos, ou seja, foi o que o Governo deixou de gastar", observou.

Em resposta, Adailton Furia questionou se, na verdade, o Governo estaria comemorando uma economia que não existe de fato. Goebel então pontuou que "essa informação de que essa economia foi para cortar gastos e para ajustar as pendências precisa ficar clara".

Pedro Pimentel disse que hoje o gasto com a folha de pagamento se aproxima do limite prudencial de 44% dos gastos, como define a lei. "Se a gente pudesse dar aumento, a gente daria. Eu sou servidor de carreira do Governo. A Menp não é mesa de enrolação. Ele existe para tratar dessas situações e nem tudo que é pedido pode ser atendido", completou.

Segundo Pimentel, "temos que fazer escolhas duras, escolhas amargas. Enquanto vamos pagar o décimo terceiro na próxima sexta-feira, temos Estados sem previsão de pagar. E no dia 20 de dezembro, vamos pagar os salários do mês".

Luiz Fernando disse que "não podemos tomar decisões sem mensurar os limites impostos pela lei. Não temos folga, mas estamos ajustados e por isso vamos pagar o décimo-terceiro e o salário de dezembro no mês".

Ele disse ainda que o Estado enfrenta dificuldades para assumir dívidas da Caerd, e observou que "servidores com baixos salários nos preocupam e precisamos criar condições que nos permitam reajustes sustentáveis. Mas, não podemos aumentar e depois não ter a capacidade de pagar os salários. Alguns dos itens pontuados pelos servidores, têm menor impacto financeiro, outros têm maior impacto. Isso precisa ser discutido na Menp".

Segundo ele, "teremos um cenário melhor para avaliar as possibilidades, no início do ano, ao meu ver, quando teremos mais informações. A gente tem que manter um cuidado e não podemos tomar medidas que gerem problemas mais adiante".

Relator do orçamento de 2020, Chiquinho da Emater disse que "sabemos das dificuldades do Estado, mas não podemos deixar de reconhecer as dificuldades dos servidores. O Governo já ouviu as propostas dos servidores e agora precisa dar uma resposta à categoria. O orçamento pode ser remanejado, mas isso precisa ser trabalhado".

Chiquinho pediu atenção especial para correções no PCCR, para garantir melhores aposentadorias aos servidores. "Estamos aqui para ajudar, para promover o diálogo. Tenho o maior respeito aos servidores da saúde, que fazem um trabalho destacado, embora com tantas dificuldades. É preciso achar uma saída".

Goebel fez uma reflexão: "eu fico me perguntando como iria sustentar minha família, caso eu fosse servidor da saúde. E não podemos mais aceitar discurso para a galera. E aproveito para indagar aos servidores se esta Assembleia deve votar o Orçamento ou não. A gente tem que ser sério".

O deputado disse ainda que "o foco é resolver o problema de quem implora para sobreviver. A minha proposta é a seguinte: como o Estado não manifestou possibilidade de reajuste, que o Governo apresente de fato alguma contraposta em nova reunião".

O chefe da Casa Civil declarou que "no passado, se faziam promessas e não se cumpriam. Não podemos tomar medidas irresponsáveis, que tragam ainda mais prejuízos para a população. Estamos fechando o exercício e a expectativa é de que possamos enfrentar essa situação no próximo ano. Ninguém aqui está dizendo que os servidores não merecem ter melhores salários e condições de trabalho, ao contrário".

Junior Gonçalves defendeu que "vamos construir uma meta em conjunto, de forma transparente e responsável. Eu peço a todos que confiem, o Estado está austero. Estamos anulando empenho, para garantir o teto dos gastos nesse final de exercício. A saúde é uma prioridade e a nossa proposta é darmos uma data, sentar com a categoria, para que possamos chegar de fato com uma proposta. Precisamos vencer esse mês. Até o dia 10 de janeiro, é uma opção de data para essa negociação. Por outro lado, o orçamento pode ser remanejado".

Os servidores e sindicalistas presentes à reunião foram consultados se aguardariam até a data de 10 de janeiro, para uma resposta do Governo. Antes, Charles Alves cobrou do Governo uma garantia de que, para esta reunião prevista para o próximo ano, os servidores não iriam ouvir a mesma falta de proposta. Luiz Fernando disse que somente no próximo ano é que seria possível construir uma proposta viável e planejada.

Adailton Furia fez um encaminhamento de que deflagrar greve não seria uma saída para o impasse. "Quero cobrar do Governo que traga uma proposta concreta e definida nesta reunião do dia 10 de janeiro. E que, até lá, seja acompanhado pelos sindicatos essa elaboração da proposta. A decisão que os servidores tomarem, tem meu apoio. Em nome da população de Rondônia, peço que não paralisem as atividades até dia 10 de janeiro".

O chefe da Casa Civil disse que o compromisso é de trazer uma pauta dia 10 de janeiro, sem enrolação. "Fazer uma greve, parar o orçamento, não vai ajudar. A nossa proposta, repito, é trazermos o estudo e a proposta do Governo pronta, dia 10 de janeiro. Se tiver greve, esquece o compromisso do dia 10, quero deixar claro".






















Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO
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Dr. Neidson anuncia Ordem de Serviço para início das obras de modernização do Estádio João Saldanha em Guajará-Mirim

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Na tarde desta terça-feira (3), pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, o deputado Dr. Neidson deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 346/19, de autoria do Poder Executivo."

A propositura, aprovada em seguida durante Sessão Plenária, autoriza o Governo do Estado a abrir crédito adicional suplementar, por excesso de arrecadação, até o valor de R$ 457.762,50, em favor da Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel).

Os recursos necessários à suplementação pretendida têm como objetivo atender o Contrato de Repasse nº 862914/2017, que dispõe sobre a modernização do Complexo Esportivo João Saldanha, o estádio municipal de Guajará-Mirim.

“Trata-se de um recurso que nós conseguimos juntamente com a deputada federal Mariana Carvalho (MDB), no Ministério do Esporte, em Brasília. Há dois anos estamos trabalhando nesse recurso do qual a Caixa Econômica Federal já liberou para o governador Marcos Rocha (PSL) dar a Ordem de Serviço”, informou Dr. Neidson.

De acordo com o parlamentar, após essa aprovação do valor inicial de R$ 457.762,50, o próximo passo é aguardar a assinatura da Ordem de Serviço para a Sejucel começar a executar a obra que prevê a construção de um moderno complexo esportivo com praça de alimentação.

“E essa Ordem de Serviço será assinada nos próximos dias, lá em Guajará-Mirim, onde contaremos com a presença da deputada Mariana Carvalho, o superintendente da Sejucel, Jobson Bandeira dos Santos e demais representantes do Governo. A obra está prevista para iniciar ainda este ano”, enfatizou Dr. Neidson.

Segundo o deputado, o projeto inicial da obra contava com a construção de uma pista de caminhada na área externa do estádio, no entanto, de acordo com o parlamentar, a Caixa Econômica não aprovou a obra por exigir que, primeiro, as obras internas fossem concluídas.

“Mas eu já me coloquei à disposição para, novamente com a deputada Mariana e após a conclusão da modernização interna do João Saldanha, buscar recursos para a execução das obras externas e, aí sim, contemplar a pista de caminhada”, concluiu Dr. Neidson.

 Texto: Juliana Martins-ALE/RO

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Dr. Neidson alerta para o adoecimento dos servidores da Saúde

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O deputado Dr. Neidson (PMN) destacou na tarde desta terça-feira (3), a sanção da Lei 4.659, que nasceu durante a CPI da Energisa e é de sua autoria.

A Lei tem como objetivo impor limites a atuação de empresas de energia em Rondônia e evitar abusos contra o consumidor. “Realmente o governador sancionou a lei que proíbe as empresas de energia de substituir o relógio das residências, antes de ser avisado, no prazo de 72 horas aos consumidores”, declarou.

Outro ponto abordado por Dr. Neidson é sua preocupação com os servidores da saúde em relação aos rendimentos e aos problemas enfrentados no ambiente de trabalho, que tem afetado a saúde deles. “O que me trouxe aqui hoje, foi uma reunião da Comissão da Saúde, onde os sindicatos reivindicaram as perdas salariais. Um técnico de enfermagem recebe R$ 1300,00 para trabalhar em condições insalubres”, disse.

O parlamentar declarou também e citou como exemplo o adoecimento de servidores devido a problemas de saúde. “Temos casos de funcionários do Hospital João Paulo II, que foram afastados por tuberculose. Eles pedem reposição das perdas salariais e melhores condições de trabalho. Já deixaram um alerta que estão tendo dificuldade para se reunir com o governador e evitar uma greve”, finalizou.




















Texto: Ivanilson Frazão-Decom-ALE/RO

Foto: José Hilde-Decom-ALE/RO
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Comissão da Assembleia acolhe demandas de servidores da rede pública de saúde

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social (CSPAS) da Assembleia Legislativa, se reuniu na manhã desta terça-feira (03), no plenarinho 01, com as presenças dos deputados Adailton Furia (PSD), presidente, Dr. Neidson (PMN) e Luizinho Goebel (PV). Na pauta, a discussão de melhorias salariais e de condições de trabalho para os profissionais da área da saúde do Estado.

Furia aproveitou para enfatizar a necessidade de se valorizar os profissionais da saúde, especialmente os enfermeiros e técnicos. "Os servidores vivem em um ambiente de muito estresse e de pressão e também estão doentes e precisam da atenção governamental", observou.

Representantes dos trabalhadores fizeram uso da palavra, mais uma vez relatando as dificuldades e os desafios da categoria. Uma nova reunião está prevista para ocorrer na manhã desta quarta-feira (04), na Assembleia Legislativa, dessa vez com as presenças de representantes do Governo, para debater com a classe o atendimento das demandas que são cobradas.

Os servidores reclamam dos altos índices de atendimento aos profissionais de saúde, pelas más condições de trabalho. "A enfermagem representa 70% da mão-de-obra da saúde e estamos doentes, pela falta de condições de trabalho e pelo elevado estresse, além dos baixos salários", relatou Charles Alves, representando a enfermagem.

Segundo Charles, "estamos sendo a cada dia mais desvalorizados e desprezados pelo poder público. O servidor de carreira precisa ser respeitado e não pode ser tratado como bandido, ou como responsável pelas más condições das unidades de saúde. Sugiro que o pagamento dos plantões seja revisado, pois é pago muito pouco aos técnicos, enfermeiros e auxiliares. Os trabalhadores estão doentes e as condições de trabalho são preocupantes ".

Flávia Lenzi, presidente do Sindicato dos Médicos, pontuou que "todos os profissionais na saúde são únicos: precisam ser reconhecidos. Enfrentamos periculosidade, com o risco enorme de agressões. Estamos expostos a falta de condições de trabalho. Faltam luvas, máscaras e estamos aqui discutindo em defesa de quem, nas piores condições possíveis, se dedica a trabalhar, em meio ao desespero de famílias. Precisamos ter uma carreira, e que isso fosse levado em consideração".

Parecer
O deputado Dr. Neidson foi o relator, com o parecer favorável, ao projeto de lei 311/19, de iniciativa do Executivo, que altera, acrescenta e revoga dispositivos da Lei nº 4.535, de 17 de julho de 2019, que trata do Fundo Estadual para Financiar a Construção do Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho (FUNHEURO).

Texto: Eranildo Costa Luna-Decom-ALE/RO
Fotos: José Hilde-Decom-ALE/RO



















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CPI da Energisa ouve relatos que há pessoas passando fome em Guajará-Mirim devido a aumento em contas

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Durante a audiência pública realizada pela CPI da Energisa na manhã desta sexta-feira (29), na Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim, foi denunciado que concessionária de energia elétrica cobra por ponto de iluminação pública, e que existem cerca de 2 mil pontos onde não há lâmpadas funcionando. Os deputados estão examinando se a cobrança irregular é suficiente para cassar a concessão da empresa em Rondônia.


O deputado Dr. Neidson (PMN) disse que em Guajará-Mirim há casos de famílias que precisam escolher entre comer ou pagar a conta de energia. Ele lembrou que foi de sua autoria o projeto de lei que resultou na proibição de substituir os medidores de consumo sem o aviso de 72 horas.

A Lei está em vigor após o governador Marcos Rocha (PSL), sancionar o projeto 282/19, de autoria do deputado estadual Dr. Neidson (PMN) e aprovado na Assembleia Legislativa, transformado na Lei 4.659, de 26 de novembro de 2019, publicada no Diário Oficial do Estado, na edição suplementar 221.1, desta terça-feira (26). De acordo com o deputado Dr. Neidson, autor da Lei, a propositura visa expandir e resguardar os direitos dos consumidores, que estariam sendo vítimas de abusos por parte da empresa concessionária de energia.

"Muitos consumidores reclamam das trocas dos medidores ou padrões, muitas vezes realizadas sem nenhum aviso, sem o consumidor sequer acompanhar a troca e depois a empresa notifica a unidade consumidora, alegando alguma irregularidade no aparelho. Com a lei em vigor, só poderá trocar se avisar antes e apresentar os motivos para a troca", observou Dr. Neidson.

“O não cumprimento da lei resulta em uma multa em torno de R$ 3.500,00. Em caso de reincidência o valor dobra”, adiantou o parlamentar.

O prefeito de Guajará-Mirim, Cícero Alves de Noronha Filho (DEM), disse que a Energisa cobra por aproximadamente 2 mil pontos de iluminação pública apagados. “Isso é crime. A companhia tem que cobrar pelo serviço fornecido. Temos 7 mil pontos de iluminação, mas pouco mais de 4 mil estão funcionando”, afirmou.

Ele reclamou da negociação que está havendo entre o Governo do Estado e a Energisa para o pagamento da dívida da empresa. “É inadmissível que o Governo reduza o valor, enquanto o dinheiro para pagar a conta é arrancado dos consumidores. Parte do valor devido pela concessionária é para Guajará-Mirim, e não admito que negociem a redução em meu nome”, acrescentou Noronha.

Consumidores
A liderança Lucimar Fernandes disse que se mudou recentemente, e que a primeira conta foi de R$ 50,00, mas a segunda foi de R$ 250,00. “Quando fui reclamar na Ceron, a moça me disse que não encontrou meu endereço. Não posso concordar com isso, porque meu consumo é muito pequeno”, afirmou.

A ex-deputada estadual Lucia Dermani, mais conhecida como Ana da 8, citou que ficou três dias sem energia em casa, devido a um problema na rede de transmissão. Segundo ela, a Energisa não atende a população da área rural como deveria.

Dona Adelina Ribeiro Lina explicou que funcionários da Energisa foram até sua residência e sem nenhuma notificação cortaram a energia. “Minha filha é doente, não consigo comprar nem o leite, quando mais pagar uma conta de mais de R$ 300,00. Vende armário, vendi botija, vendi jogo de mesa para pagar minha energia e sair do escuro”, reclamou.

O senhor Gilberto Veda relatou que a conta de energia de sua casa era de R$ 60,00, mas agora está em torno de R$ 200,00. “Teve uma conta R$ 225,00, que está paga, e ameaçaram colocar meu nome no Serasa”, citou.

Valdecir Pereira de Oliveira disse que sua conta de consumo aumentou mais de 100%. Ele contou que atrasou cinco talões, devido à crise instalada na Bolívia. “Paguei três talões de R$ 200,00. Negociei o restante, mas sinto um descaso da Energisa com a gente”, afirmou.

Ingrid Ferreira Gomes contou que não conseguiu se cadastrar como pessoa de baixa renda, e que sua conta era de R$ 100,00, mas passou para R$ 300,00. “Entre pagar a energia e comprar comigo, prefiro pagar o que comer”, contou.

João dos Santos Silva, morador do bairro Esmeralda, afirmou que há pessoas da localidade passando fome porque a conta da energia está muito alta. “Tem gente com criança, que depende de energia elétrica. Tem pessoas passando fome para pagar a conta de luz”, alegou.

A liderança Ronald Fernandes, mais conhecido como Galego, citou o caso de um consumidor que foi até a Defensoria Pública e não foi atendido corretamente. “Perguntaram se ele queria mesmo levar a causa adiante, porque se perdesse seria pior”, contou. O defensor público Sergio Muniz afirmou que a Defensoria está atuando, com uma força tarefa para atender a comunidade.

Francisco Souza Rodrigues contou que um bebedouro na casa da sua mãe queimou, e que está difícil ser atendido pela Defensoria Pública, porque geralmente não há mais senha. “E agora cortaram a energia lá de casa. Mas vou continuar insistindo. Sou brasileiro e não desisto”, assegurou.

Sebastião Viriato explicou ser morador da área rural, onde a conta deveria ser mais barata, mas a sua está em aproximadamente R$ 380,00, mas ninguém vai ver o relógio. “Me disseram que eu tenho que tirar uma fotografia do relógio e levar até lá. Eles não olham o relógio. Eles ‘chutam’ o valor da conta”, reclamou.

O advogado Breno Mendes disse que recebe constantemente telefonemas de todo o Estado devido à situação envolvendo a Energisa. Ele afirmou que o Instituto de Pesos e Medidos (Ipem) não respeita a Assembleia Legislativa e que continua atuando como prestador de serviços da concessionária de energia elétrica.

“Como o responsável pelo Ipem quer ser maior do que o Poder Legislativo. Peço que a Assembleia solicite o imediato afastamento do presidente do Ipem. Funcionários da Energisa chegavam nas casas mascarados, e isso está errado, porque até mesmo um policial precisa se identificar. Mas agora conseguimos desmascarar o funcionário da Energisa”, acrescentou.

Ele parabenizou os deputados estaduais, que se mobilizaram para defender a população. “Três leis foram promulgadas pelo governador Marcos Rocha, que atendeu o pedido da Assembleia Legislativa. Peço aos deputados que estudem a possibilidade de acabar com a concessão dada à Energisa devido ao caso da iluminação pública cobrada de forma irregular”, detalhou.

Everaldo Rodrigues disse que paga R$ 50 mil para ficar com a Ceron. Esse foi o valor pago pela Energisa ao Governo Federal. “Vender por esse valor foi um crime. É o preço de um carro popular”, citou.

Miguel Lino relatou que vendeu uma casa há 14 anos, e até agora precisa pagar conta de energia elétrica. Ele afirmou, ainda, que tem um projeto de geração de energia, mas precisa de apoio. O deputado Alex Redano se comprometeu em estudar a viabilidade do empreendimento.

Dona Raimunda da Silva Cortez contou que foi instalado em sua residência um outro relógio e a conta de consumo passou de R$ 140,00 para R$ 700,00. “Fui na Ceron e agora caiu para R$ 400,00. Mas mesmo assim é um absurdo, um roubo. Isso foi só porque troquei a caixa para instalar 220, mas nem instalei ainda”, especificou.

Mauricio Dibas reclamou da mudança do dia de vencimento da conta de consumo. Ele disse ser um absurdo que a conta vença no meio do mês, longe do dia de receber o salário. “Uma CPI contra uma empresa dessa não é fácil. Como disse o Breno Mendes, a empresa é gigante, e tenta de todas as formas atrapalhar o trabalho da CPI. Os deputados estão de parabéns. Eu já vi resultados. A Energisa mesmo já recuou com algumas contas”, afirmou.

O radialista João Teixeira também agradeceu os deputados pela instalação da CPI, afirmando que a Energisa precisa respeitar o povo de Rondônia. “No futuro o prefeito pode reunir junto à CPI elementos suficientes para mostrar à Energisa que não deve atender somente os meninos bonitos. Também deve atender os feios. A Ceron contaminou nosso lençol freático, e isso temos que cobrar”, afirmou.




















































Texto: Nilton Salina-Decom-ALE/RO
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Feito com em Porto Velho por Harlley Rebouças