A Assembleia Legislativa realiza nesta quinta-feira, a partir das 17h, no Plenário da Casa, uma audiência pública para debater a questão da segurança na fronteira de Rondônia. O requerimento que propôs a realização do evento é de autoria do deputado estadual Neidson Soares (PMN), o “Dr. Neidson”.

Para o parlamentar, a iniciativa é necessária para que seja discutido com o Governo do Estado e demais autoridades, os problemas relacionados à segurança de fronteiras, tendo em vista, o abandono da fronteira Brasil/Bolívia. Por causa da fragilidade na fiscalização, a fronteira passou a ser um acesso fácil para o tráfico de drogas e o contrabando entre os dois países.

“Nada está sendo feito para que se modifique esse panorama. Com isso, esse pedaço do Brasil Amazônico virou um território onde a lei é exercida de forma precária tanto em Guajará-Mirim, em Rondônia e como em Guayaramirim, na Bolívia, separados apenas pelo rio Mamoré”, declarou o deputado.

A extensão da fronteira entre Rondônia (Brasil) e a Bolívia é de 1.342 quilômetros. Dentro dessa faixa de fronteira estão localizados os municípios rondonienses de Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Costa Marques, Alta Floresta do Oeste, São Francisco do Guaporé, Alto Alegre dos Parecis, Pimenteiras do Oeste e Cabixi.

O deputado lembra ainda que na Guayaramirim não é mais a mesma cidadezinha de alguns anos atrás, que servia de entreposto comercial entre os dois países e recebia muitos brasileiros. Atualmente, grande parte do comércio da cidade boliviana está fechado, o que facilita as atividades ilegais.

“São vários portos clandestino que funcionam deste as primeiras horas da manhã. Nesses locais se atravessa de tudo. Pelas informações temos, há falta de policiamento, fiscalização e segurança que deveriam ser garantidos pela Polícia Federal, Receita Federal e Marinha”, frisou.

Para o parlamentar, a falta desses serviços são os maiores fatores que contribuem para o aumento do contrabando, prostituição, roubos e furto, entre outros crimes, nessa faixa de fronteira. O deputado Neidson Soares revela ainda que atualmente o trabalho de fiscalização e controle nessa região é realizado apenas pelas polícias Militar e Civil, que não são responsáveis por essa atribuição.

Fonte: Acessória

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