Após varías denúncias referentes a precariedade da situação da Saúde da capital. O Deputado Estadual Dr. Neidson (PMN), vice-presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social (CSAS) juntamente com demais parlamentares se reuniram na manhã desta Segunda-feira, 13, no plenário da Assembléia Legislativa aonde cobraram esclarecimentos por parte das Secretárias Estadual e Municipal de Saúde na questão do atendimento precário das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, especialmente quanto à parte infantil, o que está sobrecarregando o Hospital do Estado, Cosme e Damião.

Nós últimos dias o Hospital Infantil Cosme e Damião tem recebido um fluxo enorme de pacientes. O pronto socorro é referência em atendimento para todos os 52 municípios do estado de Rondônia. De acordo com o diretor Daniel Pires de Carvalho, a falta de atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento, pertencentes ao município, tem causado um crescimento na procura pelos serviços oferecidos pelo hospital.

O diretor do Cosme e Damião informou durante reunião que 75% dos atendimentos feitos na unidade deveriam acontecer nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com o diretor, todas as crianças que chegam ao hospital, que é referência em pediatria, passam por um médico. “Toda criança é atendida. Se a prefeitura não atende, nós temos que atender. É por isso, que causa esse tumulto. O fato já está acontecendo há semanas. Nosso quadro de médicos teve mudanças e aumentou. Em media de 75% desse quantitativo de pacientes não seria nosso”, explicou Daniel.

O Secretário adjunto de Saúde, Luiz Maiorquim, explicou ainda que o nível de atendimento do Cosme Damião é amarelo e vermelho. “É para crianças em risco de morte ou graves. Muitos pais vêm direto para o hospital porque conseguem resultados rápidos. Isso tem estrangulado toda a nossa equipe. A maioria das crianças que estão indo para o Cosme e Damião deveriam ser atendidas nos Postos de Saúde e nas Unidades Básicas de Saúde, pois a grande maioria apresentam sintomas de quadro viral básico.” finalizou.

Devido o aumento no número de pacientes, a direção do hospital também informou que teve que solicitar ainda cadeiras e poltronas, emprestadas ao Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e a Fundação de Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron) para poder acomodar as crianças e os acompanhantes.

O Secretário Municipal de Saúde de Porto Velho, Alexandre Porto, apresentou uma planilha que mostra a real situação em que se encontra atualmente a saúde municipal. "A nossa rede de atenção básica está realmente muito aquém do esperado. As estruturas do Postos de Saúde, das UPAs e das Unidades Básicas de Saúde encontram-se completamente sucateadas." explicou.

Alexandre Porto ainda admitiu demais problemas na saúde municipal como a falta de medicamentos, e a carência de Profissionais, mas fez questão de ressaltar que hoje a prefeitura conta com mais de 60 equipes do Programa de Saúde Familiar atendendo apenas na Zona Urbana de Porto Velho.

O Deputado Dr. Neidson que também é médico e conhece de perto os problemas enfrentados na área da saúde, propôs aos presentes um prazo de 90 dias para a resolução dos problemas e uma reavaliação da questão "Nós não queremos colocar culpados, queremos sim ajudar a população que é a que mais sofre com esses descasos."

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